A expansão é o foco principal de muitas operadoras do setor, mas a ambição internacional também acarreta riscos significativos.
Em um novo guia, Tatyana Kaminskaya, diretora do agregador de jogos da SOFTSWISS, detalhou três das considerações mais importantes para as operadoras antes da entrada em um novo mercado.
Inovação versus conteúdo comprovado
As operadoras estão sempre se esforçando para trazer novos títulos ao mercado, mas Kaminskaya enfatizou que é preciso encontrar um equilíbrio ao entrar em uma nova jurisdição.
Ela disse: “Depender apenas de novos jogos é uma atitude arriscada. Nem todos os novos lançamentos são bem-sucedidos, e os jogadores podem abandonar a plataforma se os novos títulos não forem bem-sucedidos. Depender apenas de sucessos antigos é seguro, mas estagnado. Sem inovação, os jogadores perdem o interesse rapidamente”.
“A combinação ideal combina sucessos globais que os jogadores já conhecem e adoram com uma seleção cuidadosamente selecionada de favoritos locais e novos lançamentos. Isso garante estabilidade e, ao mesmo tempo, deixa espaço para crescimento e entusiasmo”, acrescentou Kaminskaya.
Kaminskaya também destacou que alcançar a localização vai além de fornecer um serviço no idioma local e garantir que os ganhos sejam exibidos na moeda local.
As operadoras devem garantir que seu conteúdo seja culturalmente sensível e evite símbolos inadequados, temas religiosos ou imagens políticas.
Pesquisa profunda e significativa
Mesmo antes de entrar no mercado, Kaminskaya enfatizou que é necessário um estudo aprofundado do mercado para garantir que qualquer operadora ou fornecedor em potencial entenda as regiões em que estará entrando.
Ela disse: “Antes de assinar contratos ou integrar novos conteúdos, a primeira etapa é estudar o próprio mercado. Não existem dois mercados iguais, e o que funciona em um país pode não funcionar em outro”.
E afirmou: “As preferências e a mecânica dos jogos variam muito. Os caça-níqueis dominam na maioria das regiões, mas os jogos ao vivo, a mecânica de colisão ou os jogos de loteria podem desempenhar um papel importante em outras regiões. Por exemplo, no Brasil, os jogos de colisão estão crescendo em popularidade, enquanto no cassino ao vivo, a roleta é claramente a favorita, mas o blackjack muitas vezes não consegue ganhar força”.
“Compreender essas nuances é fundamental para decidir quais jogos devem ser oferecidos primeiro aos jogadores”, reforçou Kaminskaya.
Para isso, é preciso levar em consideração a compreensão dos dados demográficos dos jogadores, seus hábitos médios de gastos e o grau de envolvimento deles em comparação com as médias globais.
Entendendo a regulamentação
A regulamentação é uma palavra-chave que continua a dominar as conversas e, de acordo com Kaminskaya, as operadoras devem se certificar de que entendem quais jogos estão disponíveis em sua jurisdição de destino, bem como quais são os requisitos de relatório estipulados.
“Os órgãos reguladores geralmente exigem formatos específicos para armazenar e enviar dados de jogos. Certifique-se de que os sistemas de relatórios estejam configurados corretamente antes do lançamento”, explicou ela.
“Embora a funcionalidade no jogo seja de responsabilidade do provedor. Tudo o que está fora do jogo é de responsabilidade do operador. Isso inclui ferramentas de bônus, jackpots, torneios e desafios. Se esses recursos não estiverem em conformidade, o órgão regulador poderá bloquear toda a plataforma. Uma verificação completa da conformidade logo no início evita que os operadores sofram penalidades regulatórias, problemas de licença, danos e tempo de inatividade”, concluiu Kaminskaya.



















